terça-feira, 20 de julho de 2010
Entre obras
A obra de Kilden terminou para nós, o betão está feito. Tudo arrumado e partimos de armas e bagagem para outra paragem. Em Oslo iremos iniciar um novo projecto no dia 10 de Agosto. Uma escola. Vamos trabalhar novamente para a AF Gruppen e a minha equipa vai ser basicamente a mesma que esteve em Kristiansand - em equipa que ganha, não se mexe! Os trabalhadores estão de férias em Portugal, eu estou na Suécia. Vim substituír um colega que foi de férias, numa obra na cidade de Örebro. Aqui estamos a construír um edifício habitacional para 3ª idade - é mais pomposo chamar-lhe "habitação sénior". O projecto pode ser visto na página oficial: Bovieran.se Aos fins-de-semana ainda me desloco a Kristiansand, para passar o tempo com os bons amigos que lá fiz. É sempre uma festa! Vou ter saudades daquela cidade, foram 18 meses de muita qualidade de vida. Pode ser que volte um dia.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Kilden - última semana
A um mês de iniciar um novo projecto em Oslo (depois falarei sobre isso), é tempo de partir.
Kristiansand foi a nossa casa por ano e meio, nesta obra de Kilden que agora deixamos.
A estrutura de betão está feita, agora venham outros terminar o edifício.
A equipa que aqui tenho, 10 trabalhadores, vai para Portugal de férias, para depois regressar para novos projectos. É a vida do emigrante da construção...
Nas fotos pode ver-se a betonagem da última laje, no dia 29 de Junho. E pode ver-se uma árvore na cobertura (por trás de mim) - é tradição por cá colocar-se um pinheiro na cobertura, quando os edifícios estão fechados (com tecto).
E agora, encaixotar a tralha.







sábado, 3 de julho de 2010
Do Oriente
Satisfazendo algumas curiosidades, aqui ficam umas pinceladas largas sobre a China.
Cheguei a Hong Kong e visitei a cidade. Ruas de trânsito intenso, muita gente, muito ruído, muita luz, muita vida, muito de tudo. Hong Kong é o fascínio do consumismo, mas não se esgota aí. Tem árvores, tem jardins, tem uma floresta inteira a engolir a cidade. Tem muito verde! Do alto duma colina, a que se sobe a pique num funicular muito interessante (quase, quase, igual ao de Bergen, na Noruega), vê-se toda a cidade. Impressionam os arranha-céus amontoados, cada um mais espectacular do que o outro. Impressiona a densidade urbana. E depois temos as ruas, o comércio, a electrónica a preços escandalosamente baixos. Adorei Hong Kong!
De Hong Kong passei de barco para Macau. São cerca de 80km numa hora de navegação.
Macau.
Macau é a cidade mais estranha que já vi. Não vou dizer que é a mais feia, mais desorganizada e desinteressante, isso feriria algumas susceptibilidades. Mas é um choque! Comparar Macau com Hong Kong, é ir directamente ao cerne de todas as questões organizativas da sociedade portuguesa, desde que nos conhecemos como povo. Hong Kong é produto britânico; Macau é o espelho do regabofe português. Está tudo dito.
Em Macau visitei os locais habituais, como a ruína da igreja de São Paulo, a fortaleza que é hoje o museu, o jardim onde supostamente Camões teve morada numa gruta, o Largo do Senado... Vagueei pelas ruas, ruelas estreitas cheias de gente a fazer comida a toda a hora. Cheiros estranhos, sensação de sujidade e balbúrdia a montes. E o céu sempre baço! Pois é, nas cidades que visitei nunca vi o azul do céu. A poluição é tanta, que está tudo envolto numa neblina amarelada opaca. Juntando a isso o calor e a humidade excessivos, temos dias abafados ao jeito duma sauna.
E claro, temos o barulho das luzes! Os casinos de Macau são um must. É já a cidade com mais dinheiro de jogo no mundo inteiro (esqueçam Las Vegas) e tem também o maior casino do Mundo. Visitei esse (The Venetian) e o velhinho Casino Lisboa. É engraçado ver a evolução entre um e outro.
E fui a Pequim.
Pequim é avassaladoramente descomunal! Nada na Europa se assemelha a Pequim, tal é a dimensão da cidade. Tudo é longe, tudo é enorme, tudo é megalómano. Qualquer avenida tem cinco faixas de rodagem em cada sentido e as distâncias entre pontos de interesse medem-se banalmente em quilómetros.
Os engarrafamentos de automóveis, vieram substituír o trânsito de milhões de bicicletas que abandonaram a cidade, que era imagem de marca. Tudo é diferente daquilo que se idealiza antes de lá ir.
Em Pequim comi o pato, andei de riquexó, caminhei sobre a muralha da China, comprei um monte de tralha ao desbarato, visitei a Cidade Proibida, o túmulo dum imperador Ming, o Palácio de Verão e o Templo do Céu, e constatei que existe censura na China. E em todas as alturas, lá está o retrato de Mao para nos lembrar quem manda...
Também vi toda a espécie de bicharada pronta a comer, mas é coisa mais para turista ver. Não é mentira que os chineses comem baratas, larvas, cobras e escorpiões, isso tudo está exposto nas barraquinhas nomeio da rua, para quem quiser provar. Mas não é habitual. Habitual, é um Kentucky Fried Chicken em todas as esquinas. Os chineses abraçaram, e de que maneira, o fast food americano.
A cidade é moderna e muito acessível a qualquer turista, que não terá dificuldade em deslocar-se para qualquer lado. E o comércio é uma loucura! Todas as melhores marcas (e nem precisam de ser falsas) a preços ridículos. É impossível competir com isso, por a mão de obra ser tão barata.
Foi um passeio engraçado e revelador. O Oriente é um mundo muito diferente do europeu. Mais viagens se seguirão para aquelas bandas. Aguardem novidades.
Cheguei a Hong Kong e visitei a cidade. Ruas de trânsito intenso, muita gente, muito ruído, muita luz, muita vida, muito de tudo. Hong Kong é o fascínio do consumismo, mas não se esgota aí. Tem árvores, tem jardins, tem uma floresta inteira a engolir a cidade. Tem muito verde! Do alto duma colina, a que se sobe a pique num funicular muito interessante (quase, quase, igual ao de Bergen, na Noruega), vê-se toda a cidade. Impressionam os arranha-céus amontoados, cada um mais espectacular do que o outro. Impressiona a densidade urbana. E depois temos as ruas, o comércio, a electrónica a preços escandalosamente baixos. Adorei Hong Kong!
De Hong Kong passei de barco para Macau. São cerca de 80km numa hora de navegação.
Macau.
Macau é a cidade mais estranha que já vi. Não vou dizer que é a mais feia, mais desorganizada e desinteressante, isso feriria algumas susceptibilidades. Mas é um choque! Comparar Macau com Hong Kong, é ir directamente ao cerne de todas as questões organizativas da sociedade portuguesa, desde que nos conhecemos como povo. Hong Kong é produto britânico; Macau é o espelho do regabofe português. Está tudo dito.
Em Macau visitei os locais habituais, como a ruína da igreja de São Paulo, a fortaleza que é hoje o museu, o jardim onde supostamente Camões teve morada numa gruta, o Largo do Senado... Vagueei pelas ruas, ruelas estreitas cheias de gente a fazer comida a toda a hora. Cheiros estranhos, sensação de sujidade e balbúrdia a montes. E o céu sempre baço! Pois é, nas cidades que visitei nunca vi o azul do céu. A poluição é tanta, que está tudo envolto numa neblina amarelada opaca. Juntando a isso o calor e a humidade excessivos, temos dias abafados ao jeito duma sauna.
E claro, temos o barulho das luzes! Os casinos de Macau são um must. É já a cidade com mais dinheiro de jogo no mundo inteiro (esqueçam Las Vegas) e tem também o maior casino do Mundo. Visitei esse (The Venetian) e o velhinho Casino Lisboa. É engraçado ver a evolução entre um e outro.
E fui a Pequim.
Pequim é avassaladoramente descomunal! Nada na Europa se assemelha a Pequim, tal é a dimensão da cidade. Tudo é longe, tudo é enorme, tudo é megalómano. Qualquer avenida tem cinco faixas de rodagem em cada sentido e as distâncias entre pontos de interesse medem-se banalmente em quilómetros.
Os engarrafamentos de automóveis, vieram substituír o trânsito de milhões de bicicletas que abandonaram a cidade, que era imagem de marca. Tudo é diferente daquilo que se idealiza antes de lá ir.
Em Pequim comi o pato, andei de riquexó, caminhei sobre a muralha da China, comprei um monte de tralha ao desbarato, visitei a Cidade Proibida, o túmulo dum imperador Ming, o Palácio de Verão e o Templo do Céu, e constatei que existe censura na China. E em todas as alturas, lá está o retrato de Mao para nos lembrar quem manda...
Também vi toda a espécie de bicharada pronta a comer, mas é coisa mais para turista ver. Não é mentira que os chineses comem baratas, larvas, cobras e escorpiões, isso tudo está exposto nas barraquinhas nomeio da rua, para quem quiser provar. Mas não é habitual. Habitual, é um Kentucky Fried Chicken em todas as esquinas. Os chineses abraçaram, e de que maneira, o fast food americano.
A cidade é moderna e muito acessível a qualquer turista, que não terá dificuldade em deslocar-se para qualquer lado. E o comércio é uma loucura! Todas as melhores marcas (e nem precisam de ser falsas) a preços ridículos. É impossível competir com isso, por a mão de obra ser tão barata.
Foi um passeio engraçado e revelador. O Oriente é um mundo muito diferente do europeu. Mais viagens se seguirão para aquelas bandas. Aguardem novidades.
Subscrever:
Mensagens (Atom)