Sou quase norueguês nos hábitos.
Sou um nórdico-lusitano, ou um português arraçado de nórdico. Ou algo assim como um bacalhau da Noruega acompanhado com paio de Barrancos.
Tenho andado a almoçar às 11h da manhã, como qualquer norueguês que se preze. Mas como qualquer bom português, os meus almoços são de faca e garfo, e não uma fatia de pão com algo por cima.
E janto cada vez mais cedo. Ainda não estou a jantar às cinco da tarde (que aqui é noite), mas para lá caminho. E deito-me cedo, para me levantar mal o relógio bate as 6h. É certinho, até parece que já estou acordado e em pulgas para saír da cama, à espera que o despertador dê o sinal.
No Sábado fiz um típico almoço português, com o encarregado e os arvorados (Sr. Magalhães, Sr. Bruno e Sr. Sousa). Umas postas de bacalhau no forno e uns tintos valentes. A coisa durou até às seis da tarde, como se fosse na nossa terra. Quando saímos de casa para beber café depois do almoço, estavam os noruegueses a terminar de jantar.
E no Domingo fui para uma pista de ski, como todas as famílias norueguesas. Cada vez gosto mais do ski e já estou a planear a próxima ida no Domingo que vem.
Como digo, estou a ganhar alguns hábitos nórdicos. Mas o pepino em tudo o que é comida, ainda não vai. Tal como não vai os litros e litros de cerveja, sem comida a acompanhar. Ou conduzir a 70 km/h. Ou um monte de coisas que estes nórdicos fazem, mas que ainda não são para um português.
Isto dos genes é muito forte!
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
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